Perdê-lo foi a minha quietude mais profunda da noite, dos dias também. A parte mais calada,tranquila e solitária. Só tenho preto no guarda-roupa, mesmo com o sol escaldante que faz lá fora. A gente nunca se encontrou de dia, à luz do dia, ao ar livre e natural das coisas como elas são. A gente já se encontrou com todas as lâmpadas e lanternas mas nunca de dia, mais cedo as vezes porém nunca de dia, entende isso? Você aponta luz da lua no meu rosto e a gente acha que se conhece, esses achismos tem feito mais estragos do que benefícios, mas a gente convive, tolera e aceita, de vez em quando não concorda mas aceita. A gente nunca soube o que dizer de primeira, cada vez era como se fosse a primeira, como se nos dias anteriores a gente não tivesse tido tanto em comum nas conversas ou na falta delas, a gente sempre foi muito igual. E chegou um impasse, um que eu não podia deixar passar como fiz com todos os outros, esse era a tal da gota d’água e seguimos caminhos diferentes, acontece.

(ou eu tento me convencer disso)

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