Eu tenho engolido palavras, me desculpe mas eu tenho. Olho embaixo da cama e nada dos meus fantasmas, você chega com essa pompa toda e não quer que eu repare que seus olhos são castanhos esverdeados, é verdade… eu nunca tinha reparado. Você tem um canto na casa que guarda só pra pensar e escrever, quase se esconde de você mesmo mas não o faz porque acha patético tentar. Eu tô aqui de braços abertos com medo de cair do alto desse telhado, mas a noite que é tão bonita agora me faz pensar o contrário. Eu tinha medo de ter parado de escrever, tudo que eu carrego e transborda eu tinha medo de esquecer, eu juro. Tenho tido insônia e minhas olheiras me denunciam, é só olhar. Bebi mais café que o normal hoje e não tô me sentindo disposta, mas é só prestar atenção e entender que é no seu rosto que eu me perco, falha minha. A noite não é mais uma criança e eu creio que existem algumas coisas que eu nunca vou compreender, nem concordar, nem aceitar mas acontece e é real. Tenho fugido de imaginações, das minhas principalmente. Você não pode me curar das coisas que eu repito e não aprendo, não pode me curar dos pensamentos inúteis em relação à qualquer coisa, eu não me culpo. Só tenho um desejo imenso de continuar caminhando e nesse caminho, conseguir ver o que eu não quero, porque acho que sei o que é melhor pra mim porém penso que você me mostraria o seu lado da força, e quem me puxar primeiro ganha.
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Adorei o texto! Envolvente...
ResponderExcluirMe prendeu até o fim ;)
Abraço
Obrigada! ^^ E perdoe a demora da resposta, eu não tinha visto antes.
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