No meu peito inquieto, há um arranhão inaceitável. As bordas dos meus sentimentos foram mastigadas e cuspidas. Perdão é a palavra mais difícil do dia, e depois vem a cura. Que eu não sei de onde vem, só sei que eu espero. Entrelaço todos os nós uns nos outros, o emaranhado de dentro é o mais profundo e bagunçado.
Eu não reclamo dos dias, das idas e vindas. Eu vejo o céu se enroscar nas nuvens e quero sumir desse espaço todo, que me consome sem piedade. Eu quero salvar o que restou, mas como se salva da própria vida? Os laços de sangue insolúveis e sem nenhum conforto, me engolem e degustam o azedo de mim.
O caderno velho e cheio de desesperança me indigna.
Não há qualquer paz em ser do mundo.
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