Eu quase pude sentir o amor adentrando o peito, perfurando os ossos e dando de comer aos sentimentos, o resto todo. Tocando minha pele como uma navalha que corta e jogando ácido porque morfina é pra casos extremos. Entrando na minha cabeça e pegando minhas memórias, o centro do meu universo no qual eu vivo presa. Beijando meus cabelos e sinais e canto dos lábios e só então, por cima dos cílios. Fingindo que não me vê mas continua a me tocar, porque quer eu seja um outro alguém.
Desvendando tudo que há de bom em mim, deixando transparecer o fundo de uma água obscura e sendo um alguém que eu não quero que seja, quebrando, rasgando e queimando o que sobrou da tragédia, da dor de cabeça infinita, dos suspiros de alívio e começos de choro, como se fosse passar rápido, como se fosse passar.
Desvendando tudo que há de bom em mim, deixando transparecer o fundo de uma água obscura e sendo um alguém que eu não quero que seja, quebrando, rasgando e queimando o que sobrou da tragédia, da dor de cabeça infinita, dos suspiros de alívio e começos de choro, como se fosse passar rápido, como se fosse passar.
Comentários
Postar um comentário