Estou apaixonada. E não é como os outros amores, eu não sou como fui nos outros amores Ainda não me entrego facilmente, ainda fico um pouco na defensiva e desconfiada, mas é diferente. Não é apenas o costume adquirido de quem se fala todos os dias, por rotina. É difícil diferenciar o amor, da ideia de amar, mas eu o faço. Reparo no modo como fico triste quando não nos falamos, e como meu semblante muda detrás da tela do celular. Ainda bem que você não pode me ver no momento em que reajo, a cada palavra sua. Ainda bem que não consegue enxergar, como eu ainda não aprendi a devolver sentimento, do jeito que eu queria, mas que ainda não sou capaz. Esperei um longo tempo por essas borboletas no estômago, essa distração totalmente plausível em que o amor nos coloca. Essa palavra: amor. Fortes demais, carrega um compromisso, uma vontade, um desejo, e isso não é tudo. As vezes deixo o amor esmaecer, de propósito, a autosabotagem. Mas depois meu corpo inteiro e cada pedaço do meu cérebro, me mostra que foi uma escolha errada, equivocada, precipitada... Bem como eu sou, com tudo: desesperada quando pode dar certo, desesperada quando pode não dar. Destino. Sorte. Estrelas-cadentes, não existem. Cética. Quero provas, prever o futuro, a queda e o resto. Pelo menos, as sensações voltaram, e os dias se preenchem. Mas eu ainda me sinto impossível de ser amada. 

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