acordei.
cada parte de mim dói como nunca, como antes.
parece que essa dor já é convidada, ou é de casa, não dá para saber bem.
tenho a impressão de que enquanto leio um livro que já havia deixado de lado, procuro alguma coisa que me satisfaça, que me deixe melhor, que não me deixe pior. não fazer nada é cronificar a doença, eu aprendi isso, por isso me levantei da cama com um ímpeto de fazer alguma coisa, ser produtiva, qualquer coisa, porque isso está me matando.
já pensei mil coisas hoje, já fui honesta comigo mesma, já quis alguém para abraçar, foi intenso demais por enquanto. agora só esperar que eu tenha o poder de não deixar de ninguém piorar o meu estado, mas está ficando muito pior. eu choro. corro. leio. alcanço. nada é suficiente. tudo é tarefa pequena, minúscula, e agora estou diminuindo meu próprio sofrimento. tudo que eu critico e acho o fim do mundo quando alguém faz. empatia. agora eu entendo, entendo sim.
há uma fresta, uma pequena fresta de luz que entra em mim, que eu sei que outras pessoas não tem, e eu continuo por alguma dessas pessoas. não é fácil não se deixar abater, os dias querem te levar e não tem ninguém para impedir exceto você mesma. você está no controle, mas ao mesmo tempo não, sente como se não estivesse porque tudo é mais forte, inclusive você. seu lado escuro parece tão mais poderoso, eu sei.
enquanto escrevo isso tem alguém que se fechou completamente, não tem a fresta de luz, nunca teve e isso não é responsabilidade dela. culpa? não gosto de falar em culpa. aumenta a disforia em mim, no eu que eu sei que tem nos outros. agora eu entendo. talvez com mais profundidade, mas sempre o mesmo sentimento, agora eu entendo racionalmente, de forma calculada. é difícil. "você consegue", "você é forte", "acredite em você", é importante sim, mas alguém precisa ser o seu suporte, eu tenho sorte de ter um. tocar no assunto me faz querer voltar para cama. e o que você tem com isso? não quero encarar, ninguém quer. e não sou fraca por isso, ainda bem que eu entendi.
é isso, não sou fraca por isso, preciso aceitar. aceitar é parte mais difícil, repeti-la incansavelmente até fazer algum sentido. tenho que deixar entrar pela fresta, quem sabe eu nem perceba. não. vou perceber no minuto que acontecer. porque aceitar também é importante, é quando eu passo para as outras etapas e a tristeza a ou ansiedade não me corroem mais tanto. a.c.e.i.t.a.r. grande o bastante para que eu possar enxergar, não tanto para que eu não queira ignorar.
cada parte de mim dói como nunca, como antes.
parece que essa dor já é convidada, ou é de casa, não dá para saber bem.
tenho a impressão de que enquanto leio um livro que já havia deixado de lado, procuro alguma coisa que me satisfaça, que me deixe melhor, que não me deixe pior. não fazer nada é cronificar a doença, eu aprendi isso, por isso me levantei da cama com um ímpeto de fazer alguma coisa, ser produtiva, qualquer coisa, porque isso está me matando.
já pensei mil coisas hoje, já fui honesta comigo mesma, já quis alguém para abraçar, foi intenso demais por enquanto. agora só esperar que eu tenha o poder de não deixar de ninguém piorar o meu estado, mas está ficando muito pior. eu choro. corro. leio. alcanço. nada é suficiente. tudo é tarefa pequena, minúscula, e agora estou diminuindo meu próprio sofrimento. tudo que eu critico e acho o fim do mundo quando alguém faz. empatia. agora eu entendo, entendo sim.
há uma fresta, uma pequena fresta de luz que entra em mim, que eu sei que outras pessoas não tem, e eu continuo por alguma dessas pessoas. não é fácil não se deixar abater, os dias querem te levar e não tem ninguém para impedir exceto você mesma. você está no controle, mas ao mesmo tempo não, sente como se não estivesse porque tudo é mais forte, inclusive você. seu lado escuro parece tão mais poderoso, eu sei.
enquanto escrevo isso tem alguém que se fechou completamente, não tem a fresta de luz, nunca teve e isso não é responsabilidade dela. culpa? não gosto de falar em culpa. aumenta a disforia em mim, no eu que eu sei que tem nos outros. agora eu entendo. talvez com mais profundidade, mas sempre o mesmo sentimento, agora eu entendo racionalmente, de forma calculada. é difícil. "você consegue", "você é forte", "acredite em você", é importante sim, mas alguém precisa ser o seu suporte, eu tenho sorte de ter um. tocar no assunto me faz querer voltar para cama. e o que você tem com isso? não quero encarar, ninguém quer. e não sou fraca por isso, ainda bem que eu entendi.
é isso, não sou fraca por isso, preciso aceitar. aceitar é parte mais difícil, repeti-la incansavelmente até fazer algum sentido. tenho que deixar entrar pela fresta, quem sabe eu nem perceba. não. vou perceber no minuto que acontecer. porque aceitar também é importante, é quando eu passo para as outras etapas e a tristeza a ou ansiedade não me corroem mais tanto. a.c.e.i.t.a.r. grande o bastante para que eu possar enxergar, não tanto para que eu não queira ignorar.
Comentários
Postar um comentário