são quase, literalmente, quatro da manhã. não como se eu tivesse perdido qualquer senso de realidade ou rumo na vida, ainda me pergunto se eu tenho. hoje. agora. que as palavras parecem tão duras e difíceis de sair, e eu me consolo nas músicas pop-melancólicas que fazem parte do nicho spotify, quem sempre está ali por mim, ou o quê. não vou discorrer sobre a direito de ser uma coisa ou alguém, ou o que é mais importante. estou me enfiando em um buraco cada vez mais fundo disfarçado de poucos momentos dignos de celebração. quase me enganei várias vezes mas sempre volto a estaca a zero. não quero mais escrever sobre mim, o que fui, o que sou ou o que serei, se é que serei. quem sabe. peguei um livro de poemas. o meu preferido e unico deles. estou lendo, como se as palavras aleatórias e as sentenças que autora escreveu, estivessem de fato, tocando meu coração. não sei. tudo é muito superficial e ao mesmo tempo não, e isso me consome, me come viva. me dá a sensação de inutilidade, tédio, apatia e talvez letargia. não sei do que preciso pra despertar, mas não faço ideia se quero saber, está tudo entediante de novo... preguiçoso. quero ir embora desse sentimento o mais rápido possível. odeio o resto do meu dia, os meus sapatos, minha prateleira de livros, o jeito como nada fica limpo por muito tempo. as musicas pop-melancólicas vão ajudar a me matar. talvez. eu nem finjo que sou feliz, e nem sou feliz, autenticidade é uma merda.
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