A rua ainda é nossa amor
Se a gente quiser podemos refazer os caminhos de volta pra casa e as visitas podem ser mais do que nunca frequentes. Não consigo te dizer pra não ter medo mas alguém aqui tem que ceder, então vamos correr pra não fecharem a nossa porta sem direito à despedida ou um adeus de longe, e tchau… Te vejo por aí. A gente pode ser mais que isso, eu sei eu sei, eu dizendo isso agora? Acredito que a gente tem que ter alguma coisa pra crer, eu escolhi a minha e é a fé que tudo pode dar certo. Que a gente não perdeu a viagem porque chegou atrasado e que o bolo que você gosta ainda está quentinho esperando por você na sua mesa de jantar, que o vento que sopra na janela agora não é o que vai derrubar. Que todas as possibilidades são nossas e que nem tudo está perdido, que ainda dá pra salvar o mais importante de ser afogado por esse mar de mágoas e rancores e uma nuvem negra que nos acompanha desde sempre porque a gente nunca foi fácil, é claro que o gosto musical ajudou a nos aproximar e as coincidências existem porque acreditar em destino é tão mais romântico do que eu sou e fico com medo de ser mais que isso, do que não posso enxergar nem tocar. Tenho medo do que pode acontecer, dos riscos do abismo e tanto tanto medo de cair que eu repito tudo de novo, eu sei que é um abismo dos grandes mas você diz que, um abismo é um abismo e se você cair não vai importar a grandeza ou imensidão que você viu lá de cima, só vai lembrar do seu corpo quebrado em mil pedacinhos minúsculos no chão e que alguém levou sua alma uma vez que te fez acreditar, no que quer que seja e vai querer dizer que funcionou mas não vai dar mais tempo, não dá mais tempo (…)

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