Te chamei pra conversar um dia aí, de madrugada como quem não quer nada, mas na verdade queria sim.
O tempo é um inimigo imortal na batalha dos sentimentos, os seis meses que mais pareciam seis anos.
Te chamei com o intuito de saber, o que ia querer quando você chegasse, acreditando que a voz ia sair junto com a coerência mas não, em vão.
Tentei falar tudo que havia ensaiado e os argumentos que eram tão claros e objetivos na minha cabeça, se esfarelaram e se esvaíram como fumaça.
Não me explico depois desse dia, você não entendeu nada. Nem a minha intenção de te mostrar que não era só uma conversa que eu me esforcei tanto pra tomar coragem de pedir, não era só do seu cheiro ou o seu abraço que eu sentia falta.
Era mais.
Matei a saudade que você nem sabia que eu tinha e rezo todos os dias pra que ela tenha morrido mesmo.
Não me explico depois desse dia, você não entendeu nada. Nem a minha intenção de te mostrar que não era só uma conversa que eu me esforcei tanto pra tomar coragem de pedir, não era só do seu cheiro ou o seu abraço que eu sentia falta.
Era mais.
Matei a saudade que você nem sabia que eu tinha e rezo todos os dias pra que ela tenha morrido mesmo.
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