Uso cadernos usados, escrevo em folhas em branco e digito no escuro se preciso. Mesmo com a cabeça doendo o dia todo e o vento soprando lá fora tão forte que as vezes até sinto que pode dar certo: nisso de sentir eu erro tudo, é hábito. 
Quando escolho não sentir é quando mais sinto, e aí é quando tudo vira do avesso, me tiram do meu eixo e não querem que eu reclame, querem que eu ame. E só.
Não sigo sugestões mas ouço conselhos, quando eu pego um atalho descubro que o caminho mais longo era o que valia a pena. Não acho graça porém com você, tudo se tornou tão engraçado que até sinto uma falta de ar, um sufoco. 
Por enquanto sigo as horas que meus olhos mandam, e ultimamente não tem me mandado cedo pra cama. Tudo ao meu redor sabe e sente e eu? Só sinto, nunca sei. De nada nem de ninguém. 
Faço um monólogo das causas impossíveis que ao meu ver é tão provável agora, o relógio marca o tempo exato de acontecer, ninguém entende ou vê. É hora libertar as coisas que eu não sei dizer, olhando nos olhos nem olhando pra baixo. 
Se a posição tá confortável eu me viro e dou um jeito de ser assim, gostar de quem não gosta de mim. Mas até o calor que emana do teu corpo me faz tremer e aí eu esqueço todo o resto, que não era pra esquecer. De jeito nenhum, então de alguma maneira surge não sei de onde nem sei porquê:
Um agitação nos pensamentos e só posso dizer
- amo você. 

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