Cheiros impregnados em cartões-postais
Viagem com erros de percurso e pretextos e desculpas para voltar. As portas se escancaram como um sinal para seguir em frente. Você está fazendo o certo, é o que eu gostaria de ouvir as vezes. Fui ao teatro uma centena de vezes e voltei com o mesmo peito inchado e vazio, de sempre. Conheci pessoas só de andar por ruas que eu achava serem desertas. Não sei se eu as procurei por serem desertas ou por ter esperança, de haver alguma companhia vagando por aí como eu, no final das contas. Sou um fantasma que luta com os próprios demônios. Encaro demais os rostos desconhecidos, isso me leva ao abismo. Eu lembro e nada mais faço depois disso. Não tenho ação ou reação (eu paraliso). Não tenho o vento batendo no meu rosto e os braços abertos com a típica sensação de liberdade. E o jornal com suas notícias velhas de formas novas. Com as pessoas ao redor tendo as minhas histórias, e chamando tudo de dinâmico. Nem tudo é moderno e criativo, ou romântico. Mas eu arrumei um jeito de me salvar da minha própria vida. E agora acabo com minhas próprias ilusões.
Fico com elas ou as destruo?
Fico com elas ou as destruo?
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