A vida não tem mais me provocado essas emoções em que a gente quebra a cabeça pensando. Ela não tem me deixado suspirar de alívio, por uma coisa muito esperada. Ela tem jogado migalhas e o vento tem as levado. Como uma chuva de notícias boas, seguida por vulcão das ruins. As piores.
As dores dão desmotivação sim, mas não é só isso. Se esse fosse o x da questão, ainda assim seria duro. Eu nunca isso, eu nunca aquilo. Tem piedade mas não tem o resto todo. Era o brilho que faltava, era tudo que faltava. Levar um banho de lama não é ter um dia ruim, mas a sensação é a mesma, entende?
Sentir é o preço que se paga, eu não tô mais conseguindo… Eu não tô mais aguentando, e tudo quer dizer a mesma coisa, e tudo diz a mesma coisa de formas diferentes. É tudo uma grande avalanche de palavras mágicas e repetidas que ecoam por todos os lugares, e traz de volta do passado, qualquer coisa que sirva.
Eu seguro, eu abraço, eu agarro essas dores todas que não me dão espaço pra sentir outra coisa, algo bom.
Os dias, as folhas, os rádios e relógios. Eu posso fingir que não existe, garanto que vai ser possível temer qualquer raio que venha de longe, e que eu desconheço. É desconexo.
O título me desbrava e enfrenta, não lhe dou cadeira. Espero que ele perceba, e vá embora logo. De uma vez, da minha cabeça.
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