teus olhos expostos à milhares de constelações, à esses raios solares, a brisa que vem dobrando a esquina e a todos os resquícios de partes de mim que vieram junto, pra junto de você. penso em um espaço próprio pra tantas pessoas que não cabe você, é o ultimo a entrar e o primeiro a sair, deu tudo errado. a visão ficou turva e de nada serve se lá vem outro ônibus, você está na espera de que algum dê jeito na sua ânsia de sumir mas não é questão de tempo, de espaço, ou de óculos novo. não se compara a essa viagem que você faz pra dentro de si todos os dias, sempre achando que é sem volta e nunca é, a frustração toma conta e você fala alto, ri demais mas só está fingindo. o que tem por trás dessa carcaça nem você sabe, mas não é a ânsia de ir ou de ficar. mas você queria saber que se fosse, teria pra onde voltar e se ficasse teria aonde continuar, permanecer, perdurar nos seus dias infindos e que entretanto não acabam nunca.
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