Tereza tinha tudo pra ser feliz, exceto que ela não sabe se quer. Plantou umas mudinhas no quintal e os olha todo final de tarde, exatamente as 18 horas. Fotografa suas diferentes texturas e movimentos. Acha bonito o vento sem querer, faze-las dançar ao luar. Chora toda noite por exatos 3 minutos, eu sei, ela queria saber se conter assim nas outras áreas da vida. Não tem avós, que vida triste ela deve levar. Coleciona livros de português e dicionários de todos os tipos, pensa que um dia as palavras irão dominar o mundo.
Ela tem uma rotina como todos os outros brasileiros, exceto que as casualidades estão sempre por aí, mas isso muda de figura se você acredita em destino. Um dia ou outro acontece uma coisa inesperada, e Tereza volta pra casa renovada, como daquela que ela ganhou um pirulito de uma criança desconhecida de uns 4 anos. Tem uma crença na humanidade tão implacável quanto o desejo de estar sempre mudando, nunca estagnar… Mas então, por que o medo de ser feliz?
Tereza também se pergunta, mas deixa a vida responder e tenta não fazer interrupções. Ela sabe bem porque está viva, afinal.
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