antes. bem antes.

havia alguma inconsciência da infelicidade. sei lá. havia um nível de felicidade. o que é felicidade? não comecemos, por favor. ao mesmo tempo, suplico pra ter essa conversa mais uma vez. nem tao inconsciente assim, é só o meu desejo de ter me dado conta antes, ou bem depois. sei lá. triste depois de anos, eu no sofá de casa num sábado a noite. com minhas tarefas por fazer. as responsabilidades apertando no fundo da garganta. esse sufoco velado. um desgosto bem leve pela vida. porque não pode ser pesado. até meu desgosto entrou no molde. minha terapeuta pediu pra escrever sobre minha personalidade, ou quase isso. estou tentando não pensar nisso, mas é uma das minhas tarefas da semana. encurralada. parar de ir na terapia? poderia. pra que adiar o inadiável? mas a gente sempre dá um jeitinho. me perdoa, eu não sei mais falar qualquer coisa com nexo, quando meus olhos estão marejados pela nostalgia. pelo bom e velho passado. ou nem tão bom assim. tenho que voltar na terapia. provavelmente vou levar um outro assunto, porque penso em mil e uma coisas pra falar, e até falo, e é aí que me perco. nessa ânsia de falar tudo que tenho certeza que me aflige e ficou na minha cabeça: termino tendo mais certeza de que não falei nada do desejado. ou as entrelinhas me dão coisas demais pra pensar. sei lá. é um alívio poder escrever de novo. qualquer coisa sem nexo que seja.

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