É isso, me perdi. ultimamente tenho sentado uma xícara de café na varanda, no fim da tarde e me feito companhia. Outras vezes, levanto no meio da noite para buscar um copo de água, e acabo ficando lá pela cozinha mesmo, quando não volto pro quarto e me reviro na cama a noite toda. Tenho sentido uma aflição no peito, defeito de quem nasceu pra ser sozinho, e não digo ser sozinho no sentido amoroso somente, é mais pra quando eu ouço algum pássaro pousar na minha janela, de madrugada e desejo piamente ser ele. Quando coloco minha canção preferida do Oasis, fico me perguntando sobre o outro lado das coisas, que não consigo enxergar. As pessoas a minha volta... saem, dão a volta ao mundo, e eu fico esperando o meteoro prometido. Não é drama não. Quando eu espero o telefone tocar, mesmo sabendo que nunca mais dei meu número a alguém, é quando sei que a sensatez deixou meu corpo. Os devaneios me ganham fácil demais, e quase sempre acompanhados de livros de ficção e flashbacks do passado. Sou vidrada no passado, eles dão um nome a isso, eu tenho certeza. Não tinha que ter nascido em outra época, não é essa a questão. É que eu sou sozinha, e só sei ser assim, não saberia ser outra coisa. Estudo um milagre que pode vir a me tirar do limbo, não sei onde vou parar. Minha fantasia secreta sempre foi fugir de casa, a nostalgia é combustível da minha ilusão, não sei dizer o porquê.
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