“Antes o você das minhas histórias era outro, agora é você. Que estranho, eu juro que não estou acostumada a pensar assim, te juro, antes eu nem pensava em você, não prestava atenção, não observava, não falava nada nem te notava. Mas não, isso não quer dizer que você é o novo amor-meu, não pode querer dizer. Logo você que sempre esteve na minha nova jornada que eu não gostei nenhum pouco de ter começado, porque mudei de lugar e não queria ter mudado. Mas você foi o primeiro, a me ajudar com isso tudo e me fazer rir até a barriga doer, antes eu nem sabia que gostava dessas sensações, eu nem sabia que elas tinham tanto valor assim. Dizem que melhores amigos não dão certo, tenho várias dúvidas quanto a isso, mas você já desistiu de mim e pensando bem eu não faço tanta questão assim. Gosto tanto de ti, do teu jeito desmiolado querendo ser o sábio, mas no final da noite acaba sempre do mesmo jeito, jogado, quebrado, despedaçado. Ao final da noite você vem com o coração vazio e eu te vejo lá do fim da rua… Você está sorrindo ou só rindo, eu ainda não distingui de tão longe, mas você chega mais perto e eu vejo que você está como eu, num barco furado e a ilha está tão próxima mas parece que você prefere morrer na praia, você prefere desistir… E desistiu, você acha mais fácil assim. Você nunca notou que corações vazios são facilmente preenchidos, por coisas bobas e coisas boas, são preenchidos e somos tão distraídos que não enxergamos que chegamos na outra rua, eu já te deixei em casa, cambaleando mesmo, te pus pra tomar um café forte porque a ressaca é você quem quer, e te cuido até tu dormir, e te chamo… Você dormiu e eu já fui, antes que você acorde e faça essa burrada de novo.”
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