A minha voz não sai mais
A maldita travou e eu fiquei na mão
Eu queria ser mais como você, e menos como eu
deve ser crime até. 
Você é engraçado de uma forma culta ou só engraçado? 
De forma que meu riso contido saia e extravase insanidade.
Porque eu acho que tudo e qualquer coisa, tem a ver com loucura, deve ter...
Com certeza tem, não é possível não ter. 
Eu, possessa de incerteza querendo ser clareza de qualquer jeito. 

E a insanidade, o que é? 

É ter ordem pra tudo ou não ter ordem pra nada?
A sensatez é o pior remédio, e eu não sei aonde exatamente eu quero chegar
Eu sequer sei, se quero chegar
Foi assim que tudo começou, não gosto nem de lembrar,
mas me corrói até hoje, todo santo dia 
Esse veneno que eu engoli, chamado realidade
Prisão temporária ainda é prisão, minha alma não tem conserto, de jeito nenhum. 

O problema é que os frascos estão vazios

E eu estou de saco cheio de tudo
e mais um pouco. 

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