Porque não volta pro lugar...

O céu hoje, se dividiu em versos. Em caricaturas e galáxias inteiras. A terra depois da chuva não era úmida, era tudo menos úmida: batida, pisoteada e de todos os modos não dá pra dizer qual sua composição final, se no meu peito ela levou estrelas e nuvens. Assim como eu digo que não dá pra dizer se o amor letárgico só fere e desnorteia. Mesmo quando abrimos os olhos pra realidade, ainda sai faísca da fantasia. A alma é corroída pelo bicho da dúvida, e muitas vezes o deixamos viver embaixo da cama, escondida ou camuflada, mas lá. Como pode viver sob o mesmo teto, comendo da mesma comida que nós. Sendo alimentada e crescendo, ficando gigante em suas proporções e comprovações desnecessárias (que por sinal, eu jamais queria ter visto.) Não assim com esses olhos mansos e castos, não com todo esse pavor que só aumentava. É, não dá pra dizer com a dor crescente, a angústia nascendo no lar errado. O amor letárgico faz morrer cada pedacinho de mim, entretanto insiste em me curar inteira. Quando a despedida me acompanha por todo lugar, eu já estou certa do que está por vir... Mas não preparada. Acontece que eu me lembro de tudo, e vai sangrar cada vez que memória for vasculhada, de um jeito que não dá pra estancar, que não volta pro lugar. Acontece que fui infeliz no meu jeito de escolher. 

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