Na noite que a gente se conheceu
-eu me lembro bem-
Eu saí sem nenhum propósito de casa
Quaisquer preocupações eu deixei de lado
naquele dia
Deu uma vontade espantosa de te ofender de todos os jeitos
e depois te sorrir
da maneira mais bonita que eu conheço.

Você fazia piadas o tempo todo e eu
supostamente ria e virava o rosto
te dando um gelo ou o copo inteiro
Mas aí, eu deixei você me guiar
e me perdi completamente
Porque a gente, começou a se completar

Esse lance de alma gêmea, esse lirismo barato
colou até demais, mas depois soltou
"Vira dona de casa e vem morar comigo." Você falou
"Hum?..." 
Eu fingi não ouvir, mas respirei fundo
(pra não aceitar)

Acontece que a raiva me nutre
e você era podre por dentro
mas naquele momento
meus olhos só diziam: sim, sim, sim.

Cê me chamou pra tomar sorvete de madrugada
Esse foi o convite mais inusitado que eu recebi
mas recusei, era surreal demais
e eu tinha medo demais
Te deixei ir, mas teu abraço ficou
e ainda me aquece, de vez em quando.

PS: esquece. 


(Para a Mari que me enche de sorrisos e dias felizes.)

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