Chega a ser clichê querer me parecer com alguém, um ídolo, alguém que admiro e que cuja as características me chamam atenção de modo que nem sejam chamativas, pelo contrário, seja quase imperceptível em toda a sua imensidão. Tal qual, você há de convir que dá uma vontade de guardar num potinho, em cima da mesinha de cabeceira ao lado dos seus livros favoritos. Mas não possuir, esse palavra não me atrai nenhum pouco, e sim, querer relembrar a cada segunda a sua delicadeza tão singular e inenarrável. 

Talvez se eu não me perdesse cada vez que começo a fazer uma coisa e quero levar a sério, eu não levasse na brincadeira, é quase uma piada tentar fazer algo que não seja medíocre, algo que a olho nu faria corações vibrarem de emoção, um desafio pouco a pouco construído no dia-a-dia de uma casa que não tem rotina. Penso que não seja a hora de despejar essas palavras em forma de confissão em cima de alguém, há um problema enorme comigo: eu não sou esclarecida.  

Eu rejeito a hipótese de me parecer com um qualquer alguém, porque é uma competição ser boa o suficiente, corresponder a critérios enquanto eu só quero ir embora, dar adeus de longe e é só, estou só. Um paradoxo, uma antítese, quem sabe? Pode ser eufemismo de minha parte, dizer que quem parte sempre fica. Quem é esforçada aqui? Eu assumo, admito, tenho um caso com o conflito. Ora pois, seria de grande valia que eu me desse por vencida nessa vida, só nessa porque me sinto imersa e o navio está indo embora, exatamente como eu queria

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