Comecei mais um livro, um dos vários que tenho para ler e não tenho a menor pressa de acabar, mas acabo porque não tem outro jeito. Não posso adiar pequenos prazeres, não consigo. Coloco todos em pequenas pilhas, na minha cabeça. Não estão propriamente organizados, mas sei que estão ali para me confortar. Sou comprada por romances de palavras fáceis, de verdade. Saio por aí a revelia, nos meus sonhos eu sou destemida, como a garota de doze anos do livro que estou lendo. 
Nunca tive reais motivos para fugir de casa, mas sempre guardei comigo esse desejo secreto que as pessoas não levam a sério. Deixo de lado por algum tempo, só até eu me colocar no lugar de pessoa séria que sou, o que eles não sabem é que tenho intervalos de coragem extremamente insana, e não são vinte segundos.
Esses tempos tenho feito listas bobas com minhas preferências, que trazem um pouco de calma para a minha mente conturbada. Tenho adiado minhas obrigações e quero jurar para mim mesma, que é inconsciente. 
A coisa mais engraçada que tenho lido esses dias também é esse livro da menina de doze anos, estranho eu citar a idade dela já que no decorrrer do livro a gente percebe que não é só isso que ela tem a oferecer, e critica exatamente o que eu estou fazendo agora, me referindo a ela pela idade e não pelo fato de ela conversar com uma planta e o nome da planta ser Planta (a coisa mais engraçada que tenho lido esses dias), além de outras peculiaridades. 

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