Eu fiquei roendo as unhas de aflição, mas você não percebeu. Tive que retroceder toda a gravação, pra você entender e não jogar esse medo em mim e deixar por isso mesmo. Sei da sua extrema vontade de me jogar pela janela, e ao mesmo tempo bruscamente me contar segredos sujos do seu passado. Você precisa de alguém, mas eu não sei se sou eu.
Não confio na sua palavra mas toda vez que você pede, pra te encontrar na esquina da minha casa, ou da sua, eu vou (vejo como um sinal ou carma) Você não tem uma visão política ou religiosa mas quer tomar conta de mim, eu deixo. Isso não costuma ser um empecilho mas eu queria ter uma desculpa, qualquer uma.
Já fazem cinco meses, mas se juntar as idas e voltas dá um ano, entende? É muito, eu ainda sei suas canções preferidas, os hobbies e as manias, eu ainda apoio tudo. Se essa chuva que começa a cair toda noite desde o começo do mês, fosse propícia à um recomeço, eu o faria. Não depende do tempo, nem da intensidade ou da memória: depende de todos eles juntos, e dói.
Dói como se arrancassem brutalmente e de uma só vez, a casca de uma ferida que está para cicatrizar, há tempos. Se o fim dos dias resolvesse alguma coisa, eu tentaria.
Continua quente
e vai ficando antigo
mas ainda aqui
comigo (…)
A vida é uma representação dramática,e emoções são como um trem desgovernado.
ResponderExcluirÉ meio que isso mesmo.
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