o que eu escrevo não tem nada a ver com a pessoa que eu sou
soube disso naquela tarde, em que as caixas já estavam embaladas e dentro do caminhão da transportadoras. as xícaras de porcelana estavam guardadas como um tesouro e os segredos que contamos um pro outro naquela rua, morreu ali. os diálogos são fortemente influenciados por uma habilidade especial chamada ‘enrolar’. dar rodeios é ponto de partida, mesmo que a melancolia e as lastimas sejam um prato cheio pra qualquer um que goste de drama.
há uma técnica que parece ser bastante proveitosa, a cada frase ou palavra você trata de esquecer a palavra ‘eu’. já é um bom começo. então são enviadas instruções em forma de cd, tudo é digital e a antena da tv mal funciona quando chove. os cadernos estão preenchidos com lágrimas caídas sem-querer num momento triste da vida, provavelmente. 
romantismo não vejo por onde poderia entrar, muito menos ficar. pratica-se muito antes de saber de cor, pronomes possessivos fazem uma breve analogia do que realmente poderia arcar com as consequências dos tais sentimentos ambíguos. nada disso importa, mais uma vez. 

criar hábitos pode ser mais difícil do que deixar os antigos. 

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