ontem assisti a um filme que não era clichê ou tão original assim, mas despertava emoção. nele uma garota perseguia seu sonho e sempre esperava aprovação, era iludida e ingênua. pobre e tola garota. mas o que seria de nós se não fossem os sonhos? penso que, nada, havia também um garoto e os dois se gostaram de primeira, de segunda e de terceira. mas ninguém admitia, pelo contrário… ia embora, dava de ombros, virava as costas. ele também tinha um sonho, mas não o perseguia como ela, deixava vir até ele. garoto-esperto, diriam. os dois podiam ser o que quisessem, mas gostavam do que eram. ela demorou a perceber. a parte que eu levei pra vida foi o final.
eles entraram no estúdio de fotografias dele, cujas fotos não mostrava pra ninguém, mas mostrou pra ela. bonito, penso eu. e então ela perguntou porque ele nunca havia mostrado e ele deu uma resposta simples, disse que gostava assim, que uma coisa fosse só dele. e perguntou:
- você nunca fez nada só pra você? sem mostrar pra ninguém?
- não, respondeu ela. 
foi então que eu percebi o tempo que ela estava perdendo, que eu estou perdendo. talvez. critérios e expectativas não é algo que eu queira corresponder. que seja. 

Comentários

Postagens mais visitadas