estive pensando alto e fazendo tudo errado, como dizem. tenho uma linha do tempo na cabeça inacabável. uns acontecimentos que eu queria que não tivessem ocorrido e outros que eu não me arrependo. só me arrependo das linhas que te dei, da minha imaginação infantil e dos nós que eu dei na minha vida depois de um tempo. amontoei uns livros em cima de outros e ficou por isso mesmo. coloca uma música animada aí. mas não consegui, segui com a velha canção que ainda está entranhada aqui dentro. derramei café na toalha branca de mesa que tem na sala de estar, quem diria que eu ia ter uma sala de estar? eu não consigo pensar muito, só consigo pensar demais. parece carma, eu sei. você sabe. os anjos aplaudem, a gente vira uma esquina e começa tudo de novo. nada é novo. eu repito as situações porque você esqueceu de ir embora, esqueceu de sair de mim, dos meus dias nublados e das minhas noites de sono tranquilas. você esqueceu de quebrar o laço que nos une, e eu? eu não tenho força o suficiente. você esqueceu como se toca o coração de alguém, eu não deixo o meu ser tocado. você esqueceu que é a tragédia de ser que nos une, de ser triste, melancólico, sozinho. você anda agora por cada ponte como se fosse a primeira e eu fico esperando você atravessar, você não me vê do outro lado. olha pra baixo, pode olhar, eu juro que você não vai cair. vem olhando nos meus olhos agora, não desvia o olho de mim. você sempre foi frágil demais pra quebrar.
você é o pó. e eu parti.

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