faz dois anos. dois anos e alguma coisa. é muito mas você me segura. primeiro me corrompe, mas depois me segura. tem uma sujeira no seu queixo, na sua casa, na sua vida… não sei bem como você vai receber essa notícia que mais parece um nó garganta. calma. prometo te tirar daqui. vamos embora? a gente embarca hoje mesmo. eu não quero ir. você põe tudo numa mala, seus gostos e ar blasé, todo mundo sabe onde isso vai parar. eu não quero parar em canto nenhum. você olha, me recrimina, me deixa em casa. quis afundar minha boca no seu pescoço um pouco, só se não for fazer mal. que mal poderia fazer? o mal de não querer mais me ver. que conversa besta. continuo, acelero, paro. digo isso com o coração, ele já não aguenta mais. o coração acelerar e parar parece uma setença de morte. a gente acha que se conhece, dá dois beijinhos no rosto, se despede. espera. não vai embora agora. olho pra você minha redenção no meio do nada. nada que salve, me desperte, me agite, você. tenho uma coisa pra te dar. não tem não. desço do carro. me liga amanhã? o resto a gente resolve. não tem jeito, vou ter que lidar com isso, essa situação. fiquei pensando nisso o caminho todo. sujei meu vestido e sapatilha. ligo sim. amanhã é outro dia, outra história quem sabe.
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