Eu vou pra casa com uma unica certeza. Eu sou indecisa por natureza, mas faltou fazer tanta coisa. Eu li nas entrelinhas tudo que eu queria, você deixou de ler o que lhe lhe convém e ficou por isso mesmo. Eu carregando a culpa com os ombros cansados e a exaustão tão evidente que não foi possível disfarçar. As paredes estavam enfeitadas com o meu sangue, o sangue que eu dei pra que isso que escorreu entre minhas mãos como água, desse certo. Dar certo por três meses contados não é exatamente 'dar certo' é? Eu posso muito bem dar o crédito pra mim, porque não? Você chegou numa época em que confiar leva tempo, saiu antes que a confiança se concretizasse, como um pedido feito às estrelas e se foi, não esperou eu dar o meu melhor. Eu podia mesmo colocar a culpa em mim porque foi tudo que me restou sentir, porque quem cruza o meu caminho está fadado à tentar, tentar e desistir. Posso colocar a culpa em mim e fazer disso um monólogo porque já fiz, pode ser carma ou sina ou falta de sorte mesmo. O dia em que machuquei o dedo do pé foi o mesmo em que recebi uma nota vermelha no boletim, sou uma cética e você nada pode fazer sobre, mas eu posso colocar a culpa em mim como já disse porque simplesmente duas ruins aconteceram no mesmo dia. Acontece o tempo o todo comigo, mas eu prefiro acreditar que começou a acontecer agora (...)
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