waiting for you

Como se minhas veias pulsassem no sentido contrário e todo o meu sangue fosse jorrado pra fora de mim. A gente não escolhe os motivos, mas eu preferiria que escolhesse. Saber que foi aquele defeito que eu trabalho dia após dia pra mudar e que me incomoda desde sempre faz diferença. 
Eu sei que é louco mas você esgotou o meu estoque de amor, levou meu tudo consigo e nem se importou. Só não levou as lembranças por não poder, seria egoísmo demais querer ser pra mim, o que você escolher. Na mesinha de cabeceira eu depositei uns papéis, rabiscados do tempo em que eu pensei em colocar aquela qualidade em mim que tem em excesso em ti. 
As cartas não foram enviadas, aliás nem chegou perto da sua caixa de correio. Como é que a gente joga pela janela o que passava horas observando, analisando. Foi meu erro eu sei, te analisar mas não, i don’t know. Os restos que deixaram na minha porta visando que colocasse pra dentro não te impediu de apagar tudo.
Nesses tempos modernos que ainda é antigo ‘não saber’, a indecisão que me cabe são as que ficaram contigo, não me informou e espera, eu devia me parabenizar por  não ler mentes? Ou me pisotear por não querer saber? Nenhum dos dois. A gente nem uniu todas as peças do quebra-cabeça e eu já sei o que vai formar, foi pré-meditado e isso é de imediato, ruim.
Eu queria ter escolhido saber. 

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