Acho hipocrisia da minha parte, repassar o que não entendi, ainda não entendo. E fico tentando decifrar pra não ser hipócrita assim no final de tudo, mas na maioria das vezes não decifro, encho a cabeça de outras coisas e fica por isso mesmo. Quando escrevo, queria que fosse pra valer todas as vezes. O poeta já dizia: “Se não sai de ti à explodir… Não escreva.” E eu escrevo, implodo meu coração o desrespeitando e fazendo pouco caso da sua teoria, porque não sobrou nada, não tenho nada. Tô presa nessa fase de oito ou oitenta e não faço nada. Queria eu escrever e sair de mim, assim à explodir. Me perdoe mas já não guardo mais isso, dentro. Não evito de tropeçar nessas palavras tortas e fazer o contrário do que foi dito, formulado, reformulado e escrito. Me perdoe mas não sei explodir à qualquer momento, mas da implosão sei bem. Os danos são meros devaneios perto do que perdi.

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