O teto caindo sobre mim
Isso me mata cada vez que eu olho nos olhos de alguém, olhos que não são castanhos. Eu acordo, faço um café e espero o tempo passar pra voltar a dormir em uma hora aceitável e conveniente pra minha cabeça. O relógio dá todas as horas do dia e eu ainda não saí, nem de casa nem de mim. Escrevo e penso, já é amanhã entende? Eu desperdiço tantas oportunidades que eu nem consigo contar, depois choro e choro… até a culpa se acabar, eu choro eternamente um choro incessante mas não dá pra ver por dentro, eu maquiei meus orgãos e me cobri de brilho. Não enxergam porque eu não quero, ainda há uma passagem mas eu não espero. Quero ir embora de mim, antes que alguém chegue perto.
Não adianta, o vôo atrasou e eu vou me esconder embaixo das cadeiras mas não adianta. Eu suo por todos os poros e te dou adeus, esperando que você não me dê de volta.
Não adianta, o vôo atrasou e eu vou me esconder embaixo das cadeiras mas não adianta. Eu suo por todos os poros e te dou adeus, esperando que você não me dê de volta.
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