Saudade Aguda
Dessas que não vai embora e continua fazendo estragos no futuro, talvez a saudade sempre carregue um pouco de culpa (quem sabe ela sempre vai carregar). Porque quando o chão se abre debaixo dos meus pés, é saudade que eu sinto e ouço e leio, em todos os lugares. Não era pra ser pertinente à esse assunto, nem era pra ser um assunto. Eu cortei o telefone e risquei os nomes da minha lista, mas as datas eu não consigo.
Observo um banco velho na praça da minha cidade e penso que, se nós tivéssemos feito qualquer coisa, qualquer uma que a gente não fez… Nós levasse lá, naquele espaço de tempo e lugar. As folhas estão todas caídas, e não é outono. É uma época de negações, de uma vida inteira ou de uma só, uma noite só que desejou ser uma vida inteira, entende o que eu quero dizer?
Os bilhetes da sorte estão comprados, existe um dia pra isso funcionar e eu definitivamente, me dei ao luxo de acreditar. O abismo é tudo que eu deixei passar porque não sei deixar fluir, isso não é sobre mim à propósito. É mais sobre um filme que vi e sei o final, você está em todos eles. Sendo um maldito pesadelo ou um sonho de verão.
Eu odeio o verão e não sei o que fazer quando ele chega, e os pesadelos são todos seus, talvez eu ainda esteja decidindo o que é pior. Há uma data, que realmente foi feita só pra lembrar. Tem um dia no ano que eu queria mesmo que fosse único, me corrija quem souber ou puder.
Ouvir canções antigas e se dedicar à viagens novas me dá vertigem. Eu sou o barco à deriva ou é você?
Comentários
Postar um comentário