"Deve haver alguma coisa que ainda te emocione"
Um filme, uma risada ou um lugar, eu sinceramente não me importo. Tenho ido a vários lugares e nenhum me faz feliz, nenhum me deixa ir em paz, pra longe e sem ter pressa de voltar. A pressa nos crucifica, eu fico atordoada e aguento. O céu engarrafado que cabe numa lata, num balde ou no céu da tua boca. Na tua lágrima quente, que escorre sem pudor algum. Mas nada me emociona. Nada me faz ir de encontro a uma gargalhada ou a choro incessante por qualquer bobagem ou coisa séria.
Não te trato com descaso, eu acordo tarde e é isso: esqueço de viver. Os jardins pelos quais nós passamos e quisemos levar na mala, todas aquelas cores e aquarelas. Aquelas coisas perfeitas que ficam para trás, ninguém trás jamais. Mas tinha que ser a gente, tinha que ser pó de estrela e uma ida básica ao cinema, tinha que tropeçar numa calçada e agir como se ninguém tivesse visto. Tinha que ser a gente, você não entende?
Eu passei do 'não tem nada que me emocione mais...' pro 'não tem mais nada que me emocione', você não percebe? São choros fáceis, e risos mais fáceis ainda, rasos. Como vir-a-ser se tornou tão trabalhoso? E a chuva que é senso comum, sempre foi e vira brisa. Vira vento aos invés de tempestade e eu não suporto. Não quero carregar um peso morto mas não suporto quando a gente para, para de caminhar e de sorrir. E se diverte uma vez ou outra.
Tinha que ser a gente, porque a falta está viva. Tão viva que não é preciso muito pra me fazer sentir, mas não tem mais nada que me emocione mais, do que não ter mais nada pra me emocionar.
Um filme, uma risada ou um lugar, eu sinceramente não me importo. Tenho ido a vários lugares e nenhum me faz feliz, nenhum me deixa ir em paz, pra longe e sem ter pressa de voltar. A pressa nos crucifica, eu fico atordoada e aguento. O céu engarrafado que cabe numa lata, num balde ou no céu da tua boca. Na tua lágrima quente, que escorre sem pudor algum. Mas nada me emociona. Nada me faz ir de encontro a uma gargalhada ou a choro incessante por qualquer bobagem ou coisa séria.
Não te trato com descaso, eu acordo tarde e é isso: esqueço de viver. Os jardins pelos quais nós passamos e quisemos levar na mala, todas aquelas cores e aquarelas. Aquelas coisas perfeitas que ficam para trás, ninguém trás jamais. Mas tinha que ser a gente, tinha que ser pó de estrela e uma ida básica ao cinema, tinha que tropeçar numa calçada e agir como se ninguém tivesse visto. Tinha que ser a gente, você não entende?
Eu passei do 'não tem nada que me emocione mais...' pro 'não tem mais nada que me emocione', você não percebe? São choros fáceis, e risos mais fáceis ainda, rasos. Como vir-a-ser se tornou tão trabalhoso? E a chuva que é senso comum, sempre foi e vira brisa. Vira vento aos invés de tempestade e eu não suporto. Não quero carregar um peso morto mas não suporto quando a gente para, para de caminhar e de sorrir. E se diverte uma vez ou outra.
Tinha que ser a gente, porque a falta está viva. Tão viva que não é preciso muito pra me fazer sentir, mas não tem mais nada que me emocione mais, do que não ter mais nada pra me emocionar.
Comentários
Postar um comentário