Eu finjo ser quem eu queria

Agora estou em casa. Sozinha e com uma tigela sem sem leite. Eu busco a compreensão no silêncio, não do silêncio. Tal coisa não me apetece tanto. Ontem eu chorei, estava em casa. Sem espaço e sem barulho, olhei os livros na estante a serem lidos. Só consegui chorar. Não me perdoo por só conseguir chorar, nessas horas e nas outras. Essa parte de mim que eu mesma quero desconhecer, é a mais verdadeira que eu tenho. 23pm e eu já estava na cama, chorando tudo que ainda precisava. E queria não precisar. Levantei e fiz um chá, não gosto de chá. Gosto de deixar a lágrima cair sem dó nem piedade. Não gosto da ideia de enfrentar, apesar de me ser atraente num primeiro momento. Se eu sair da minha zona de conforto, corro o risco de morrer. Nas minhas particularidades ninguém mexe, Ninguém me toca ou toca qualquer coisa pra mim. Eu sou brutal, mas só quero ser forte, eu só quero ser forte e acabo sendo bruta, brusca. Já são 1am e eu ainda não fui dormir, estou contando as horas porque pareço objetiva. Conversei com uma amiga e ela disse que eu tenho sentimentos, levei um susto, achei não ter. Então fico procurando onde raios eu sou objetiva ou realista ou lógica, eu finjo que sou mesmo vivendo no mundo da fantasia. Que eu gosto de chamar de ilusão. 

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