Eu não gosto de chá.
Não é uma revelação nem nada, é só uma constatação desde sempre. Eu tenho arriscado tudo e riscado muito, algumas coisas de uma lista que eu comecei a escrever por acaso. Tenho dormido menos e consequentemente as olheiras estão mais fundas e não é uma arte eu conseguir dormir cada vez menos mas às vezes penso que sim, que seja. Os pesadelos tem me atormentado, então eu parei.
Umas frases cortadas, uns dias vividos pela metade, eu não sei porque mas eu sempre me indago sobre como eu não consigo tocar fundo as pessoas ao meu redor. Se você me visse de perto, enxergaria que eu só sei querer, isso estraga tudo… All the time
Eu tenho aprendido algumas coisas e esquecido outras, porque a maioria eu decorei. Durante um ano inteiro eu só pensei em concluir o que eu tinha começado, mas agora que eu terminei não é mais a mesma coisa, perdi o interesse, a vontade e aquela coisa toda. A empolgação, o entusiasmo e tudo que vem junto porque eu não sei ser meio-termo. Eu sou minha própria estraga prazeres entende? 
Certas tendências e manias nunca vão embora, quando eu dou início ao diálogo alguma coisa acontece, ‘sina’ é uma palavra forte demais, só que é quase isso. Eu deito de bruços na cama, no sofá ou no chão gelado da sala de estar e a sensação é a mesma. Eu grito silenciosamente com as paredes e elas parecem não me ouvir, ainda bem ou me chamariam de louca. Eu nunca paro, de pensar. 
Eu não me defino, mas os livros surrados na prateleira não me deixam mentir, eu sou uma fraude. Meu estômago embrulha e alguma voz berra pra mim, são meus fantasmas do passado, eles lutam comigo ou por mim? Eu enxergo no escuro mas hoje não. Eu penso que essa vida não é minha mas eu não saberia viver outra. 

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