O natal nunca foi tão monótono
A sala nunca esteve tão cheia
Os corpos suados e cansados da festa
E ainda querem mais no outro dia

O céu não teve significado essa noite

O farfalhar da minha voz nunca esteve tão fraco
A música alta e aqui dentro baixo
Tão baixo que quase não consegui ouvir

Falta alguma coisa

Porque os 'nãos' soam consecutivos demais
E são
E eu continuo tentando mais

Eles passam por mim

E soltam 'tá tudo bem?'
Era pra estar
Mas é o fim

Então não

Não está (...)

"Poema sem espírito de natal" 


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