São estrelas caindo do seu cabelo?

Eu digo isso e no momento seguinte me arrependo. A voz não me obedece e tudo sai mais rápido do que eu gostaria. O tempo fora de casa passou tão rápido e eu suponho que vivi tudo que tinha pra viver, e agora volto pra minha toca, meu casulo, meu esconderijo ou meu refúgio, minha casa. As palavras que aqui derramo, são meros relatos de um sonho que quase realizei ontem, eu dei pra trás. A gente sabe que não é assim que funciona, não que eu seja exclusiva ou unicamente azarada mas não comigo. Nós jogamos porta afora motivos diferentes que saíram pelas bocas na hora, e foi isso: não dá pra voltar. Como é que a gente conserta as coisas que não querem ser consertadas? É algo do tipo, é quando ninguém quiser me consertar e eu não quiser consertar ninguém, vamos passar mais que poucos meses pra cansar, enjoar e jogar fora como um prato que não gostou. Não vai ter descaso e a importância vai ser mútua, acontece. Eu jogo cartas e mensagens fora, como se nunca tivesse acontecido mas eu não gosto de fingir. Eu quero atirar minha sanidade pela janela porque as vezes acho que ela é que estraga tudo, mas ela sou eu. Meio racional, meio cabeça nas nuvens, eu sou meio-termo nessa parte. E quando foi que esse texto ficou assim? O céu estrelado e você jogando os cabelos ao vento como naqueles comercias, eles tem o caimento perfeito em você. Vejo das grades do meu portão o que eu não posso tocar, como é que a gente infringe as regras? Eu já respondi uma porção de coisas pra você, na sala de aula, na praça, na minha calçada e você nem mora na minha rua, ainda bem. Eu comecei a falar sobre o outro você, o outro que veio depois desse e que eu não conhecia. Você não era inteiro comigo, mostrou todas as metades que pôde e tinha muitas e mesmo assim, não foi inteiro comigo, nem real. 

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