Tem um grito preso na minha garganta desde que você se foi, eu não gosto de lembrar disso mas acontece que vez ou outra é inevitável. Ando esquadrinhando o céu e não tenho visto a lua de dentro de casa, antigamente as brechas serviam e eu não precisava esticar os olhos e ficar na ponta dos pés pra ver as estrelas porque já é tão tarde, e eu ainda sonho.
Ultimamente ouço muito sobre como as pessoas se encontram, e se eu ouço detalhes, fatos e qualquer coisa sobre uma que me interesse de um jeito peculiar, tenho uma vontade súbita de conhece-la. Não é de todo mal comigo, então guardo essa vontade pra mim e fico esperando o tempo passar, a gente perde tanto tempo assim sabia? Aposto que sabe, todo mundo já perdeu tempo um dia.
É sobre como as mãos recebem a chuva de longe quando se está preso. Ou como as estrelas ganham um brilho especial quando se está apaixonado. Como passa a enlouquecer lentamente analisando tudo e todos à sua volta ou não, achando que tem uma certa ligação e acreditando em destino ou sorte. E mesmo que o acaso não conte às vezes, ele é minha segunda opção de sonhar. Minha definição de “coisas novas consequentemente acontecendo”. É isso que me salva por enquanto.
Eu me afogaria numa poça de água se não tivesse forças pra seguir em frente.
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