Tenho quase certeza

Ouvi em lugar por aí que quando a gente vê ou escuta algo e pensa na hora, ‘é a cara dele (a)”, nós estamos totalmente perdidos e tão ferrados. Eu estou, estava. Pensava tanto e adiava mais ainda. Sabia sua reação e ouvia a mesma canção e você tinha uma palavra pra isso, achava lindo. Você chamava de conexão ou sincronização ou apenas destino, que é mais romântico e você queria me ganhar logo. 
Tinha umas fases bonitas que a gente passou, a do começo. Não deu tempo de a gente passar pelas fases ruins mas a tal afinidade mútua e inacreditável no primeiro momento, passou a ser um mal sinal. Eu gostava de fazer as pazes, gostava mesmo. Eu ficava bem comigo mesma enquanto não magoava ninguém, mas durou pouco (especialmente você). O nosso gosto musical não salvou o relacionamento não rotulado que a gente tinha, acontece. 
Demoro pra me conformar mas sou rápida quando ajo por impulso, é um pulo no abismo descobrir que sou impulsiva assim. Não sei quem ergueu o muro que hoje existe entre nós, mas tenho vontade, de vez em quando, de quebrar tudo e passar por cima do resto, só pra ter minha sanidade de volta. Um egoísmo corre nas minhas veias, eu só quero me proteger. Mas como vou me proteger e te ter ao mesmo tempo?
Se era pra ter um final, e teve mesmo que não fosse. Que fosse um final mais bem resolvido sem coisas pra dizer e mágoas escondidas no peito. Eu tinha vontade de te pedir calma, sua velocidade me assustava. Você era o homem intenso mais por fora do que por dentro. Tem algumas frases e letras de músicas e canções repetidas que me lembram você, como não lembrar? Então deixa tudo isso, pra quando a gente se encontrar.
A gente tem que confiar não é? 
Tô confiando no tempo. 

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