Essa coisa de sentir mais do que devia, é a escuridão na minha luz, acredite. Eu faço de um tudo pra me distrair mas o nó não quer desatar. Cair em si é muito mais difícil do que eu pensava, eu posso até cair mas com certeza não vai ser em mim entende? Um hábito estranho têm estado comigo, mas eu acho até bonito. Toda noite antes de dormir eu vou observar a lua, só que nem sempre ela está lá. Então eu vou me deitar e pensar, analiso tudo e qualquer coisa que eu consiga enxergar, eu também gosto de rir mas não gosto de chá. Não posso ter os olhos tristes que me dizem, as pessoas não deviam sair sem se despedir. De casa ou de nossas vidas e tenho que admitir: elas fazem tanto isso, acho que eu também. O meu relógio de parede não marca as horas como antes, e eu tenho preguiça de olhar e ver que o tempo, está mesmo à passar. As almofadas da sala de estar eu preciso trocar, preciso me mudar daqui. Os porta-retratos não tem mais tanto valor assim, quebrei todos. E eu que faço tudo ao contrário mas só vou descobrir depois, coloco a culpa nos outros ou nos astros, nem um dos dois tem culpa. Fecho a porta na cara de alguns porque medo não é suficiente, só então me dou conta do labirinto em que me meti e nunca mais saí. Os anos são como a vingança do tempo que eu deixei passar. Tenho uma sonolência de manhã e um descaso comigo mesma, mas nem ligo, não me importo com os escudos que minha alma traz automaticamente consigo. Odeio alguns fatos sobre mim mas controlo. O tempo em que o mundo é um lugar legal é agora, e nem assim eu consigo me encontrar.
Ou me perder.


Eu não saí do lugar (…)

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