Eu queria ter certeza mas eu nunca tinha, nunca a vi enquanto estava perto de ti, você me enchia de dúvidas. Não mergulhei de cabeça e era cautelosa e minuciosa, analisava cada detalhe e não deixava correr, queria correr junto. Você, o pseudo-romântico e sentimental que só queria viver o momento, deixava tudo correr tanto que perdia de vista. Mesmo eu sendo essa paranoica toda eu não estava torcendo secretamente pra não dar certo, eu queria que desse, eu juro. 
Quando acaba, a gente só quer que seja uma lembrança ruim e não sabe o que fazer pra ela sumir de vez, e de preferência me levando junto porque nesse instante eu não quero correr riscos de encontrar desses novamente, se cruzar o meu caminho vai ser tarde demais pra manter contato, você chegou depois dele e ainda é recente, talvez minha ideia de recente seja diferente da sua e aí você me acha problemática e foi só aquela vez, não me procura mais.
No começo eu pensei no motivo de não ter ido pra frente lá no passado, e então demorei pra estragar tudo, mas da outra vez valia à pena, valia à pena estragar tudo porque eu sabia, que aquele não era o meu caminho, era a minha deixa pra virar a página. Eu não quis interromper teus afagos mas me sentia demais ali, demais para aquele lugar: era o abismo me preparando pra cair. Mãos geladas, pernas trêmulas e coração palpitando, “não é um bom sinal” eu repetia, eu preferia estar errada e ser mais simples. 
Por medo, impulso ou falta de sorte.
Acabo pondo um fim. 

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