Eu queria tudo
Quis ir à fundo nas tão sonhadas possibilidades, estava disposta a me arriscar por um romances desses que parecia não ser só mais um, eu juro. Fiquei na ponta dos pés tentando alcançar na estante, meu livro preferido mas caí, foi uma queda feia e cheia de metáforas pra impactar ainda mais, a minha queda. Ouvi canções que foram destinadas à mim e achei que era quase sempre, com a intenção de me agradar, de me ouvir falar e saber de mim, sem que seja por aí.
Desembaracei o cabelo volumoso que eu tenho, pela manhã. Em todas as manhãs seguintes eu esperei, por todas elas eu quase falei, quase liguei: ficou no quase. Não costumo aprofundar nos pensamentos irrelevantes todos os dias, mas as vezes perco meu tempo, muitas vezes aliás. Contando coisas intimas e pessoais, naquela hora pareceu certo ou legal, algo do tipo. Conhecer a alma de quem já conheceu parte da minha, pareceu justo afinal.
E esses momentos infames da minha vida, não menosprezo nem nada, só lembro e relembro, faz parte. Me desliguei de algumas regras e me propus começar de novo, implantar novos sonhos e metas, porque você fez parecer possível. Fingindo que não se importa, e então chega a hora, a tão esperada hora de saber o que pesa mais, se vale a pena errar tanto assim […]
O mais estranho é cogitar as chances de errar, eu não devia cogitar.
Quando não escrevo, é aqui que me deito, penso e repenso. Todos os tropeços que eu costumo dar, estão mais perto de acontecer agora, mas eu estou achando melhor me jogar daqui mesmo, cair quando ainda não é tão alto e a dor pode ser menor porque posso sobreviver. Sobreviver é algo tão bonito e demais pra mim. Enfim, errei nas palavras, troquei o contexto e esperei o temporal passar. Atitudes estúpidas que eu preciso tomar, eu só queria poder saber que eu realmente fiz tudo que pude, pra nos salvar.
Comentários
Postar um comentário