Mas o que é o impulso senão o pós-não-sei-o-que-fazer? E acabo lidando com as consequências, sentindo o gosto amargo que você deixou na minha boca, retirando do meu bolso o papel que molhou com essa chuva e nele estava escrito o que a água não conseguiu levar. Whatever. Deitada no tapete da sala de estar, encaro o teto e está tudo bem, só agora. E a semana que não cabe mais no calendário e sabe mais do que eu, que vejo os dias passearem. É o que nós temos pra hoje não é? Fugir de você já não é uma escolha minha, você continua com as cartas na manga e eu estou em desvantagem. Eu só sei que o jogo acabou porque as cadeiras estão jogadas e eu vejo copos quebrados, a garganta seca e a cabeça dói, mais do que nunca dói. Não é ressaca de um dia cheio de acontecimentos nem da bebida forte que desceu goela a baixo queimando pela primeira vez, porque eu fiz tudo junto e tudo errado.

Misturei tudo (…) Sentimentos não tem nada a ver com palavras, nenhum desses devia sair de mim.

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