Um 'nós' imaginário (...)
Eu achei mesmo que tinha visto um ‘nós’ aqui. Mas nem a noite fria que faz hoje sabe me dizer porque as coisas acontecem nessa ordem, com esse impacto. Talvez amanhã eu não tivesse escrito e nem tivesse pensado em escrever, quem sabe eu passasse direto por essas linhas imaginárias do meu pensamento, em plena madrugada.
Eu não era assim, não costumava ser.
Queria que você soubesse disso, antes que eu mesma me esqueça. Atravesso os dias como o sol atravessa a minha janela, ninguém quer ele aqui, não hoje nem agora… Não tão cedo, não de manhã. Eu nem me olho no espelho, não levanto e não me espreguiço, porque ‘manhã’ é uma coisa totalmente dispensável pra mim nesse meio tempo.
Eu me finquei nos melhores momentos e não consigo me soltar, não sem ajuda. Vivo à fazer comparações porque a minha sombra não é mais tão confiável e de repente pode se desprender de mim, acontece. Sou eu pulando o muro cheio de cacos de vidro, dificultando minha chegada.
Mas tudo isso é sobre um ‘nós’ que eu achei existir.
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