Vamos para aquele tempo, quatro meses atrás pra ser mais exata.
Vamos voltar no tempo em que éramos apenas desconhecidos se conhecendo… Você passava por aqui se desse e eu não fazia questão da tua presença, não muito. Cantava pra mim quando sentia vontade, eu sentia vergonha mas tentava cantar junto. Te desapontava mas o impacto não era tanto. Sumia por uns dias, e você não se importava muito. Deixava de escrever e você nem sabia. Brincava contigo e tu implicava comigo. Te xingava desde o começo e você revidava, era um jogo que ninguém ganhava. Contava do meu dia, tu me contava da tua semana e assim a gente ganhava o mundo, a alegria não era explícita por fora mas tu me fazia bem, por dentro eu ainda não admitia. Chegamos na era das conversas sérias e discussões argumentativas, agora você some e eu fico aqui, sabendo que as canções ainda são pra ti. Particularmente você me surpreende de vez em quando, aparece quando quer e se esvai quando eu não quero, mas não sei pedir pra ficar e queria aprender. Você não entende que eu sou egoísta e queria voltar pro tempo em que éramos estranhos mal sabíamos e pouco queríamos saber, da vida um do outro. Te jogo da janela do quinto andar mentalmente, toda vez que nós discutimos e dá a entender que não me quer mais por perto, se ressente fácil e eu te magoou frequentemente, sei disso mas o que posso fazer? Falando tanto, pensando mais ainda, deito na cama e vou dormir tendo certeza de que a sentimental na verdade, sou eu.


 Você não finge, mas também não fala a verdade. 

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