We believe

E as frestas com um restinho de claridade, acabou se fechando mais, cada vez mais. O céu azulado não era mais problema, era solução. Tive medo desses choques de quando tocam a campainha da gente, e não é o carteiro, o vizinho ou o vendedor de livros frustrado. Há a possibilidade de não ser nenhum deles, por isso eu espio da janela e volto pra dentro de mim, debaixo do cobertor é mais seguro e menos nostálgico. Mas o céu mudou de cor, ficou rosa, vermelho ou sei lá o quê. O telhado ofusca a visão que eu tenho das estrelas, daqui. Gosto delas. Quando elas vem, geralmente a lua não falta, mas a chuva sim. E as substituições começam por aí, nesse meio das comparações não há mais nada pra ser tocado ou visto. Eu já vi tudo que tinha pra ver, esperei tudo que tinha pra esperar e perdi.

O problema são as grades grossas do portão, não há como ultrapassar. Você se machucaria por mim baby?   Eu quero respostas, mas meu óculos embaça minha visão, e mais uma vez não vejo nada. Eu estou tentando,   do meu jeito rimando e amando. Sou uma desocupada em tempo integral mas não tenho tempo pra cuidar desses cabelos desgrenhados, eu não me importo. Gestos e familiaridades tem causado mais impacto em mim. Ultimamente ando vendo pistas de avião vazias e bares lotados, a aglomeração de pessoas agora se faz em todos os lugares, gosto disso. Só tem você e eu pra admirar o céu estrelado que faz hoje, a rua deserta da madrugada em frente a minha casa, as discussões não estão em questão e como diz a canção e a gente relembra sempre "que dia bom pra ser feliz".


Perdi o controle da situação, estou na contramão.

Os desvios acontecem e você não [...] 

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