Ainda morro engasgada com meu orgulho.
Ótimo jeito de começar uma carta, uma conversa, não interessa se é um monólogo ou um diálogo, mas a primeira opção sempre sai de mim como um furacão pronto destruir tudo por onde passa. E a cada passo que você dá longe de mim, cada dia que é triste sem você, eu me percebo menos. É confuso ver como eu me perco em você, quase não me vejo mais. Preciso me recompor de algum jeito, a chuva caindo e eu sentindo falta de qualquer coisa que você dizia e que me fazia bem. Eu queria ter esse dom amor, é inacreditável ou quem sabe aceitável, eu ainda lembrar de você. Quase um ano se passou e eu me tornei uma máquina de frieza e fico sentindo e remorso, rancor e me contradizendo à todo momento, tenho medo disso, confesso. As madrugadas são sinônimo das melhores conversas e risos mas tenho trauma de qualquer um que chega perto de mais, é um buraco tapando outro maior ainda e sobra espaço. Metáforas foram mais que usadas com você, eu tentei fazer você ver, é que eu tinha esse medo enorme de você se cansar, o medo ficou. Nem preciso dizer quem foi embora primeiro.
Só queria te lembrar do tempo que foi bom pra nós dois e perguntar: você sente tanta falta quanto eu?
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