Não me culpe por pensar que podíamos nos misturar. Por tentar fazer isso acontecer e levar um soco no estômago de alguém que não esperava mesmo por isso, nem em mil anos. Não me culpa por achar que uns pingos poderiam formar a chuva que sempre que aparece me dá paz, uns pingos? Não dá mais. Não me culpa achar “nós” uma palavra tão inalcançável e ao mesmo tempo querer que você acredite e que ache o contrário. Não me culpe de nada aliás, o tempo nunca foi meu amigo. Nem quando me curou de umas dores lá do passado, ou não. Nem quando ele tentou me esconder essas malditas dores, me distrair com outros amigos ou possíveis amores. Lá fora bate um vento forte pelo qual as vezes eu me deixo levar, e quero bater de frente com você. Por quê? Porque é o que eu mais sei fazer. Quando eu te olho nos olhos tenho a sensação de estar deixando meu lar, quando viro pra dizer “tchau” você me vem com uma adeus mais que pronto, e eu fico lamentando não ter te olhado mais uma vez, por cima dos ombros. E quando saio descalça à procura de algo que me indique a direção correta, não vejo nada, nenhum rabisco ou risco, nada. Eu juro que até lembrar de você seria solução nessas horas, qualquer coisa pra eu me apoiar […] Mas você? Você não é qualquer coisa. 

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