Estava pensando no suicídio das minhas palavras e consequentemente você atrapalhou tudo, invadiu meu raciocínio e me deixou pelo avesso, eu que tô sempre tentando me consertar, me vi ali, sem conserto algum. Quando eu pensei que as palavras me deixariam, não foi bem assim… Quando eu deixei as palavras, eu não quis de verdade e por isso elas não me deixaram e não deixarão. Fiquei à beira de um abismo onde um dicionário inteiro caberia com todos os seus significados e caí em mim. Tranquei a porta e fugi, a chave era de papel, eu me afoguei nas lágrimas enquanto a minha volta pra casa, ficou no bolso sendo encharcada, por qualquer coisa que ali eu não chamei de lágrimas. A chuva era só mais uma distração, era uma das melhores na verdade, mas tenho estado na seca de um deserto se quer saber, porque meus monólogos ninguém conta e eu quero esconder. Eu cheguei ao ápice e não estou esperando mais “empurrãozinho” nenhum, já tive as dores e ainda restam flores, dos amores que nunca fui. Eu só achei que fui, eu me entusiasmei de mais, e com os lenços de papel vieram as canções escritas, e as tardes mal-resolvidas, eu sempre deixo pro outro dia.

Mas dessa vez não, os lenços de papel não curarão.

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