Faço pouco caso das suas idiotices diárias porque quero que você pense que eu sei lidar com isso, sabe… Tô acostumada.
Relevo suas arrogâncias porque você tem seus momentos de mocinho-romântico-bom, mas só na horas vagas, eu já notei.
Você destila seu amor por aí, eu saio olhando em cada canto, procurando vestígios dessa pessoa que você é mas não quer ser.
Sua bondade parece ter limite, mas você me diz “não é tarde pra tentar”. Eu caio nessa, eu sempre caio.
Desvio das nuvens porque no teu céu, elas são da cor que tu quiser e no momento tu não quer nenhuma.
E eu tenho que ficar com um mundo preto e branco de longe, porque você não quer me dar o céu com todas as cores que eu tenho direito.
Os portões cor de vinho da minha casa, são transparentes pra você.
E você fica do lado de fora porque não sabe atravessar, nem olhar pra lado ou tocar a campainha.
Você parecer querer me torturar, dizendo que esteve aqui mas não quis entrar.
Do outro lado da rua, eles ouvem meu silêncio.
Estragaram minha música preferida, mas eu estraguei você.
Estiquei meu braço pra pegar a coragem mas chovia tanto, que ela escorreu com as lágrimas.
E eu desisti.
Final de poema ou não, fim de história ou não.
“Demorei mas cheguei” você disse.
Te esmurrei e tranquei a porta.
Alguns anos à mais não vão me matar, eu pensei.
Só que mata.
Matou […]
Relevo suas arrogâncias porque você tem seus momentos de mocinho-romântico-bom, mas só na horas vagas, eu já notei.
Você destila seu amor por aí, eu saio olhando em cada canto, procurando vestígios dessa pessoa que você é mas não quer ser.
Sua bondade parece ter limite, mas você me diz “não é tarde pra tentar”. Eu caio nessa, eu sempre caio.
Desvio das nuvens porque no teu céu, elas são da cor que tu quiser e no momento tu não quer nenhuma.
E eu tenho que ficar com um mundo preto e branco de longe, porque você não quer me dar o céu com todas as cores que eu tenho direito.
Os portões cor de vinho da minha casa, são transparentes pra você.
E você fica do lado de fora porque não sabe atravessar, nem olhar pra lado ou tocar a campainha.
Você parecer querer me torturar, dizendo que esteve aqui mas não quis entrar.
Do outro lado da rua, eles ouvem meu silêncio.
Estragaram minha música preferida, mas eu estraguei você.
Estiquei meu braço pra pegar a coragem mas chovia tanto, que ela escorreu com as lágrimas.
E eu desisti.
Final de poema ou não, fim de história ou não.
“Demorei mas cheguei” você disse.
Te esmurrei e tranquei a porta.
Alguns anos à mais não vão me matar, eu pensei.
Só que mata.
Matou […]
| Anos matam como se fossem séculos e alguém vai ter que viver pra contar a história por mim. |
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